ICH Q3C: Solventes Residuais
O desenvolvimento de um medicamento é um processo de alta tecnologia e complexo. Na indústria farmacêuticas a produção de insumos farmacêuticos (IFA) pode envolver diferentes métodos, desde farmoquímicos até biotecnológicos, podendo empregar bactérias, células vivas ou substâncias químicas como matérias-primas.
Entre os inúmeros compostos necessários em um processo farmoquímico, os solventes são materiais essenciais e podem ser definidos como compostos orgânicos voláteis utilizados/formados durante as etapas de manufatura de IFA, excipiente ou produto acabado.
Uma vez que esses compostos não apresentam efeito terapêutico benéfico ao paciente, os solventes residuais devem ser removidos, sempre que possível, de modo a atender às especificações do produto, às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e às exigências regulatórias vigentes.
Diante dessa necessidade em 1997, o ICH (International Council for Harmonisation) publicou o guia ICH Q3C, que estabelece diretrizes harmonizadas para o controle de solventes residuais em produtos farmacêuticos.
E como é essa classificação e os limites? Confira agora!
Classificação
Os solventes residuais podem ser classificados de acordo com a sua possível toxicidade ao ser humano e/ou meio ambiente, sendo elas:
- Classe 1: solventes a serem evitados
- composto conhecidamente carcinogênicos, compostos suspeito de ser carcinogênico e compostos perigosos para o meio ambiente
- exemplo: carbono tetracloreto, benzeno, etc.
- Classe 2: solventes a serem limitados
- composto não genotóxicos e carcinogênicos em animais ou possíveis agentes causadores de outras toxicidades irreversíveis como neurotoxicidade ou teratogenicidade
- exemplo: metanol, acetonitrila, hexano, etc.
- Classe 3: solventes com pouco potencial tóxico
- compostos com baixo potencial tóxico para o ser humano
- exemplo: ácido acético, acetona, etc.

Limites
Para muitos solventes, os limites aceitáveis já estão pré-estabelecidos no guia ICH Q3C. Esse é o caso de substâncias como benzeno, metanol, acetonitrila, hexano, entre outras. Esses limites estão diretamente relacionados à classificação toxicológica, de modo que solventes com maior risco à saúde apresentam limites mais restritivos.
Nos casos em que não há um limite definido no guia, pode ser realizada uma avaliação toxicológica específica, a partir da qual é determinado um PDE (Permitted Daily Exposure). Nessa avaliação, são considerados fatores como toxicidade sistêmica, duração e via de exposição, além da aplicação de fatores de incerteza apropriados para garantir a segurança do paciente.
Como podemos te ajudar?
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Para saber mais
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Bibliografia
Impurities: Guideline for Residual Solvents. Q3C. International Council for Harmonisation of technical requirements for pharmaceuticals for human use (ICH).



