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ICH Q3E: Extraíveis e Lixiviáveis em Foco

19/09/2025 Spektra Soluções Científicas No comments yet

Dando continuidade à nossa série sobre impurezas, hoje trazemos o mais recente guia do ICH, o Q3E, publicado em agosto de 2025 e atualmente sob consulta pública. Esse guia aborda de forma detalhada os extraíveis e lixiviáveis, fornecendo orientações para a avaliação de risco e para o controle dessas impurezas. O objetivo final é claro: garantir a segurança do paciente e a qualidade dos produtos farmacêuticos.

Extraíveis x Lixiviáveis: qual a diferença?

Antes de mergulhar nas diretrizes, vale revisitar os conceitos:

  • Lixiviáveis: são contaminantes químicos que migram de materiais de fabricação, embalagem ou dispositivos de administração (como nebulizadores, seringas, conta-gotas) para o medicamento durante seu ciclo de vida.
  • Extraíveis: são substâncias que podem ser extraídas intencionalmente desses mesmos materiais, em condições específicas, com o objetivo de identificar potenciais lixiviáveis.

Em outras palavras: quando um estudo de extraíveis é bem planejado, os lixiviáveis devem ser um subconjunto do que foi previamente identificado.

Escopo do guia Q3E

O Q3E abrange diferentes categorias de produtos, entre eles:

  • Novos produtos farmacêuticos
  • Produtos com formulação, fabricação, dosagem ou armazenamento modificados
  • Terapias gênicas e celulares
  • Combinações de dispositivos que requerem autorização de marketing
  • Produtos biológicos

O foco do guia está nos lixiviáveis orgânicos. Já as impurezas elementares ficam de fora do escopo, pois são tratadas no ICH Q3D.

Avaliação de risco: o passo a passo proposto pelo Q3E

O guia fornece um fluxo estruturado para avaliação de risco de lixiviáveis, que envolve quatro etapas principais:

  1. Identificação do perigo: reconhecer os extraíveis e lixiviáveis de risco; avaliar perigo x exposição; integrar dados químicos, toxicológicos e de qualidade.
  2. Controle do risco: aplicar medidas de mitigação e, quando necessário, realizar a qualificação do risco.
  3. Sinalização do risco: comunicar às agências regulatórias os resultados da avaliação realizada.
  4. Gerenciamento do ciclo de vida: acompanhar desde a revisão inicial até a descontinuação do produto.

Esse processo não é linear: se o controle não atingir os resultados esperados, pode ser necessário retornar à etapa anterior. O mesmo vale para ajustes ao longo do ciclo de vida.

O papel do Analytical Evaluation Threshold (AET)

Um dos pontos centrais do Q3E é a definição do Analytical Evaluation Threshold (AET), que representa o limite a partir do qual extraíveis e lixiviáveis precisam ser identificados, quantificados e avaliados quanto ao risco toxicológico.

A determinação de um AET adequado envolve:

  • Escolha de um limite de segurança (Safety Concern Threshold – SCT), como o Threshold of Toxicological Concern (TTC) definido no ICH M7.
  • Aplicação de fatores de segurança para compensar diferenças de resposta analítica entre moléculas.

Se for identificado um lixiviável acima do AET, torna-se necessária uma avaliação toxicológica específica. Para isso, a elucidação estrutural é fundamental, permitindo relacionar a substância a potenciais efeitos adversos e buscar dados específicos ou inferências a partir de compostos análogos.

imagem como régua e explicação de AET

Por que o Q3E é importante?

O novo guia representa um avanço significativo, pois harmoniza práticas relacionadas a estudos de extraíveis e lixiviáveis e traz clareza ao processo de gerenciamento de risco. Isso abre caminho para o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e confiáveis.

 Conclusão

O ICH Q3E reforça a importância de compreender em profundidade as impurezas que podem surgir ao longo do ciclo de vida de um medicamento. Ao estruturar a avaliação e o controle de risco, o guia contribui diretamente para a segurança do paciente e para a qualidade do produto.

Para nós da Spektra, este é mais um passo em direção ao futuro da segurança farmacêutica, e seguimos comprometidos em transformar essas diretrizes em soluções práticas para nossos clientes.

Como a Spektra pode te ajudar?

Na Spektra, entendemos que a correta condução desses estudos — da definição de AETs até a avaliação toxicológica — é essencial para atender às expectativas regulatórias e proteger os pacientes. Pensando nisso, estamos preparados para apoiar a indústria farmacêutica nesse desafio, oferecendo nossa expertise na interpretação e aplicação das diretrizes do Q3E.

Para saber mais

Agora que você já conhece uma previa sobre o ICH Q3E, novos questionamentos podem ter surgido. E para isso, convidamos vocês a assistir ao nosso podcast, onde abordamos mais sobre esse assunto e muito mais.

https://www.youtube.com/@PasteurlariaPodcast/playlists Além disso, nos acompanhe por aqui pois traremos muita coisa para vocês ou deixe suas dúvidas nos comentários.

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