Metanol – a crise do álcool

Nas últimas semanas, o Brasil esteve em alerta em relação às bebidas alcoólicas, especialmente as destiladas. Isso se deve ao crescente número de intoxicações por metanol, um contaminante encontrado nessas bebidas.

Então, vem com a gente para entender um pouco sobre esse composto e sua toxicidade.

O que é o metanol?

O metanol é um álcool incolor, volátil, inflamável e com um odor levemente adocicado e pungente. Embora ele não seja tóxico por si só, sua metabolização no organismo gera metabolitos tóxicos.

O metanol pode ser formado em diversos processos, sendo um deles a destilação alcoólica. Isso ocorre devido à decomposição enzimática das pectinas, polissacarídeos presentes na parede celular das plantas, pela ação das pectinesterases. A adição dessas enzimas tem como objetivo facilitar a clarificação ou a mistura das bebidas destiladas. Entretanto, esse processo pode concentrar o metanol, ultrapassando os limites considerados seguros.

A toxicidade

A toxicidade do metanol ocorre principalmente pela inibição do citocromo oxidase na cadeia respiratória, resultando em “hipóxia histotóxica” — um mecanismo semelhante ao de outras toxinas, como o cianeto e o monóxido de carbono. Isso compromete a respiração celular, levando à lesão e, eventualmente, à necrose tecidual.

Alguns órgãos são mais sensíveis à ação do metanol, como é o caso do nervo óptico.

Tratamento

O tratamento tem como base a inibição metabolização do metanol, evitando a produção dos metabolitos tóxicos. Dois compostos são utilizados como antídotos, o fomepizol e o etanol farmacêutico, os quais vão atuar competindo pela enzima álcool desidrogenase, primeira enzima da cascata de metabolização de álcool. Dessa forma, o metanol não é metabolizado e é excretado pelos rins ou por hemodiálise (casos mais graves).

Conclusão

Vale destacar que o metanol pode ser evitado nas bebidas destiladas quando os processos de fabricação são controlados adequadamente, com um rigoroso controle de qualidade.

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