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Regulatório

ICH Q3C: Solventes Residuais

06/02/2026 Spektra Soluções Científicas No comments yet

 O desenvolvimento de um medicamento é um processo de alta tecnologia e complexo. Na indústria farmacêuticas a produção de insumos farmacêuticos (IFA) pode envolver diferentes métodos, desde farmoquímicos até biotecnológicos, podendo empregar bactérias, células vivas ou substâncias químicas como matérias-primas.

Entre os inúmeros compostos necessários em um processo farmoquímico, os solventes são materiais essenciais e podem ser definidos como compostos orgânicos voláteis utilizados/formados durante as etapas de manufatura de IFA, excipiente ou produto acabado.

Uma vez que esses compostos não apresentam efeito terapêutico benéfico ao paciente, os solventes residuais devem ser removidos, sempre que possível, de modo a atender às especificações do produto, às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e às exigências regulatórias vigentes.

Diante dessa necessidade em 1997, o ICH (International Council for Harmonisation) publicou o guia ICH Q3C, que estabelece diretrizes harmonizadas para o controle de solventes residuais em produtos farmacêuticos.

E como é essa classificação e os limites? Confira agora!

Classificação

Os solventes residuais podem ser classificados de acordo com a sua possível toxicidade ao ser humano e/ou meio ambiente, sendo elas:

  • Classe 1: solventes a serem evitados
    • composto conhecidamente carcinogênicos, compostos suspeito de ser carcinogênico e compostos perigosos para o meio ambiente
    • exemplo: carbono tetracloreto, benzeno, etc.

  • Classe 2: solventes a serem limitados
    • composto não genotóxicos e carcinogênicos em animais ou possíveis agentes causadores de outras toxicidades irreversíveis como neurotoxicidade ou teratogenicidade
    • exemplo: metanol, acetonitrila, hexano, etc.

  • Classe 3: solventes com pouco potencial tóxico
    • compostos com baixo potencial tóxico para o ser humano
    • exemplo: ácido acético, acetona, etc.

Limites

Para muitos solventes, os limites aceitáveis já estão pré-estabelecidos no guia ICH Q3C. Esse é o caso de substâncias como benzeno, metanol, acetonitrila, hexano, entre outras. Esses limites estão diretamente relacionados à classificação toxicológica, de modo que solventes com maior risco à saúde apresentam limites mais restritivos.

Nos casos em que não há um limite definido no guia, pode ser realizada uma avaliação toxicológica específica, a partir da qual é determinado um PDE (Permitted Daily Exposure). Nessa avaliação, são considerados fatores como toxicidade sistêmica, duração e via de exposição, além da aplicação de fatores de incerteza apropriados para garantir a segurança do paciente.

Como podemos te ajudar?

Aqui na Spektra contamos com uma equipe preparada para te ajudar.

Então, se você precisa de algum auxílio na avaliação desses compostos, entre em contato conosco!!!

Para saber mais

Agora que você já conhece tudo sobre Solventes Residuais, novos questionamentos podem ter surgido. E para isso, convidamos vocês a assistir ao nosso podcast, onde abordamos mais sobre esse assunto e muito mais.

https://www.youtube.com/@PasteurlariaPodcast/playlists

Além disso, nos acompanhe por aqui pois traremos muita coisa para vocês ou deixe suas dúvidas nos comentários.

Bibliografia

Impurities: Guideline for Residual Solvents. Q3C. International Council for Harmonisation of technical requirements for pharmaceuticals for human use (ICH).

  • Impureza

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